O ranking das 34 distribuidoras
A tabela ordena as distribuidoras pela energia na ponta da modalidade Verde, somando TUSD e TE. Estão nela as 34 áreas de concessão com mais unidades do subgrupo A4 no mercado cativo na base do Energy BRAIN, que somam 153.147 unidades.
Entre as áreas com mais de 5.000 unidades, a ponta mais cara é a da Neoenergia Coelba (R$ 3.199,23 por MWh) e a mais barata é a da Enel São Paulo (R$ 1.404,83). Em 21 das 34 distribuidoras a ponta passa de R$ 2.000,00 por MWh, e nelas estão 74.020 unidades, 48% do total.
As cinco áreas com mais unidades A4 são CPFL Paulista (12.511), Cemig (12.117), Copel (10.018), Enel São Paulo (9.967) e Celesc (9.652).
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| Distribuidora | Ponta na Verde (R$/MWh) | Fora de ponta (R$/MWh) | Ponta ÷ fora de ponta | Demanda de ponta na Azul (R$/kW) | Unidades A4 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1. Energisa Rondônia (RO) | 3.300,42 | 245,15 | 13,5 vezes | 118,54 | 2.064 |
| 2. CEA Equatorial (AP) | 3.262,93 | 343,09 | 9,5 vezes | 112,79 | 635 |
| 3. Neoenergia Coelba (BA) | 3.199,23 | 391,34 | 8,2 vezes | 107,84 | 5.743 |
| 4. Energisa Acre (AC) | 3.025,23 | 269,33 | 11,2 vezes | 107,69 | 728 |
| 5. Equatorial Pará (PA) | 3.021,15 | 420,79 | 7,2 vezes | 100,12 | 3.510 |
| 6. Equatorial Maranhão (MA) | 2.865,30 | 431,19 | 6,6 vezes | 92,15 | 2.722 |
| 7. Equatorial Piauí (PI) | 2.756,88 | 421,91 | 6,5 vezes | 88,82 | 1.858 |
| 8. Energisa Tocantins (TO) | 2.576,89 | 428,58 | 6,0 vezes | 80,42 | 747 |
| 9. Enel Rio (RJ) | 2.546,98 | 534,42 | 4,8 vezes | 75,54 | 4.614 |
| 10. Energisa Minas Rio (MG) | 2.498,51 | 499,86 | 5,0 vezes | 73,47 | 476 |
| 11. Neoenergia Cosern (RN) | 2.495,22 | 399,76 | 6,2 vezes | 77,92 | 2.833 |
| 12. Cemig (MG) | 2.387,18 | 480,77 | 5,0 vezes | 71,13 | 12.117 |
| 13. Energisa Mato Grosso do Sul (MS) | 2.381,51 | 485,04 | 4,9 vezes | 70,52 | 2.316 |
| 14. RGE (RS) | 2.381,47 | 496,50 | 4,8 vezes | 68,92 | 8.973 |
| 15. Energisa Mato Grosso (MT) | 2.297,18 | 450,40 | 5,1 vezes | 67,62 | 3.367 |
| 16. Equatorial Alagoas (AL) | 2.258,33 | 364,30 | 6,2 vezes | 70,11 | 2.070 |
| 17. Neoenergia Elektro (SP) | 2.203,94 | 482,58 | 4,6 vezes | 63,10 | 4.880 |
| 18. CPFL Santa Cruz (SP) | 2.198,35 | 395,34 | 5,6 vezes | 68,39 | 1.475 |
| 19. Energisa Sergipe (SE) | 2.181,89 | 387,21 | 5,6 vezes | 65,71 | 943 |
| 20. CEEE Equatorial (RS) | 2.173,76 | 473,57 | 4,6 vezes | 62,33 | 3.550 |
| 21. Equatorial Goiás (GO) | 2.141,05 | 453,48 | 4,7 vezes | 62,11 | 8.399 |
| 22. Copel (PR) | 1.938,94 | 442,34 | 4,4 vezes | 54,13 | 10.018 |
| 23. EDP Espírito Santo (ES) | 1.924,42 | 503,24 | 3,8 vezes | 50,38 | 4.815 |
| 24. Energisa Sul-Sudeste (SP) | 1.873,88 | 451,15 | 4,2 vezes | 50,82 | 1.672 |
| 25. EDP São Paulo (SP) | 1.814,66 | 451,28 | 4,0 vezes | 48,65 | 3.278 |
| 26. CPFL Paulista (SP) | 1.783,45 | 436,98 | 4,1 vezes | 48,90 | 12.511 |
| 27. Energisa Paraíba (PB) | 1.718,09 | 371,89 | 4,6 vezes | 47,91 | 2.011 |
| 28. Celesc (SC) | 1.716,35 | 500,27 | 3,4 vezes | 41,83 | 9.652 |
| 29. Light (RJ) | 1.613,74 | 500,38 | 3,2 vezes | 39,70 | 4.227 |
| 30. Neoenergia Pernambuco (PE) | 1.565,76 | 378,86 | 4,1 vezes | 41,55 | 5.435 |
| 31. Neoenergia Brasília (DF) | 1.529,77 | 545,37 | 2,8 vezes | 31,27 | 2.091 |
| 32. Enel Ceará (CE) | 1.505,04 | 330,90 | 4,5 vezes | 41,65 | 8.552 |
| 33. CPFL Piratininga (SP) | 1.457,35 | 451,76 | 3,2 vezes | 33,54 | 4.898 |
| 34. Enel São Paulo (SP) | 1.404,83 | 452,50 | 3,1 vezes | 31,75 | 9.967 |
Tarifas de aplicação homologadas pela ANEEL para o subgrupo A4, lidas nos dados abertos da agência em 02/10/2026. Valores sem tributos (PIS/Cofins e ICMS) e sem bandeira tarifária. "Unidades A4" é o número de unidades do subgrupo A4 no mercado cativo na base do Energy BRAIN.
Por que a ponta pesa tanto na tarifa Verde
No Grupo A, o custo de usar a rede no horário de ponta é cobrado de dois jeitos. Na modalidade Azul ele entra na demanda de ponta, em reais por kW contratado. Na Verde não existe demanda de ponta: o mesmo custo vai para a TUSD da energia consumida na ponta, em reais por MWh. Por isso o MWh de ponta da Verde custa de 2,8 vezes (Neoenergia Brasília) a 13,5 vezes (Energisa Rondônia) o de fora de ponta.
As duas modalidades empatam quando a unidade consome, por mês, de 41,1 a 41,4 horas na ponta para cada kW de demanda de ponta. O número é quase o mesmo nas 34 distribuidoras, porque a ANEEL deriva a TUSD de ponta da Verde da demanda de ponta da Azul. Abaixo desse uso a Verde sai mais barata, acima a Azul.
Um mês tem cerca de 63 horas de ponta (3 horas em 21 dias úteis), então o empate equivale a usar nesse horário cerca de 65% da demanda de ponta. Quem reduz a carga nesse horário fica longe do empate e paga menos na Verde. Quem opera a plena carga na ponta costuma pagar menos na Azul.
O que muda para a bateria
Na modalidade Verde, cada MWh que a bateria tira da ponta e repõe fora dela vale a diferença entre os dois preços. Essa diferença vai de R$ 952,33 por MWh (Enel São Paulo) a R$ 3.055,27 por MWh (Energisa Rondônia), antes das perdas da bateria e sem tributos. Entre os dois extremos, a mesma bateria com o mesmo uso desloca um valor 3,2 vezes maior.
É por isso que a viabilidade de um BESS de deslocamento de consumo muda tanto de uma área de concessão para outra, e que o mesmo projeto precisa ser recalculado quando o cliente está em outra distribuidora.
Na modalidade Azul a conta é outra. A diferença de energia entre ponta e fora de ponta é pequena, e o ganho da bateria vem da demanda de ponta que deixa de ser contratada. O estudo precisa testar as duas modalidades com a curva de consumo da unidade, porque a bateria pode mudar qual delas é a mais barata.
Como o levantamento foi feito
A fonte é o conjunto "Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica", dos dados abertos da ANEEL (dadosabertos.aneel.gov.br), lido em 02/10/2026. O recorte é o subgrupo A4 (de 2,3 kV a 25 kV), tarifa de aplicação do consumidor cativo, na vigência mais recente de cada distribuidora. A coluna de ponta soma a TUSD e a TE da modalidade Verde.
Os valores são os homologados pela ANEEL, sem PIS/Cofins, sem ICMS e sem bandeira tarifária. A fatura real é maior.
Entraram as distribuidoras com 400 unidades A4 ou mais no mercado cativo na base do Energy BRAIN. As de menor porte, entre elas as cooperativas, ficaram de fora, e também Amazonas Energia e Roraima Energia, que a base não cobre.
A tarifa muda no reajuste anual de cada distribuidora e pode mudar também fora dessa data. Equatorial Goiás, EDP São Paulo, Neoenergia Brasília e CPFL Piratininga têm o ciclo tarifário terminando em outubro de 2026, e os números delas mudam ainda neste mês.
Como o Energy BRAIN usa essa tarifa
O Energy BRAIN carrega a tarifa homologada da distribuidora do cliente e calcula a fatura sobre a curva de consumo hora a hora. Compara 8 cenários tarifários, de cativo e de mercado livre, em 32 combinações com solar e BESS, e entrega payback, TIR, VPL, LCOE e LCOS do cenário escolhido, com a proposta na marca do integrador.