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HomeTarifa de ponta do Grupo A por distribuidora
Levantamento

Tarifa de ponta do Grupo A por distribuidora

Em outubro de 2026, a energia no horário de ponta do subgrupo A4, na modalidade Verde, custa de R$ 1.404,83 por MWh (Enel São Paulo) a R$ 3.300,42 por MWh (Energisa Rondônia), sem tributos. É uma diferença de 2,3 vezes entre as 34 distribuidoras do levantamento, as que têm mais unidades do subgrupo A4 na base do Energy BRAIN. Na média ponderada pelo número de unidades, a ponta custa R$ 2.073,44 por MWh, 4,7 vezes o preço fora de ponta (R$ 445,49).

O ranking das 34 distribuidoras

A tabela ordena as distribuidoras pela energia na ponta da modalidade Verde, somando TUSD e TE. Estão nela as 34 áreas de concessão com mais unidades do subgrupo A4 no mercado cativo na base do Energy BRAIN, que somam 153.147 unidades.

Entre as áreas com mais de 5.000 unidades, a ponta mais cara é a da Neoenergia Coelba (R$ 3.199,23 por MWh) e a mais barata é a da Enel São Paulo (R$ 1.404,83). Em 21 das 34 distribuidoras a ponta passa de R$ 2.000,00 por MWh, e nelas estão 74.020 unidades, 48% do total.

As cinco áreas com mais unidades A4 são CPFL Paulista (12.511), Cemig (12.117), Copel (10.018), Enel São Paulo (9.967) e Celesc (9.652).

Arraste a tabela para o lado para ver as 6 colunas.

DistribuidoraPonta na Verde (R$/MWh)Fora de ponta (R$/MWh)Ponta ÷ fora de pontaDemanda de ponta na Azul (R$/kW)Unidades A4
1. Energisa Rondônia (RO)3.300,42245,1513,5 vezes118,542.064
2. CEA Equatorial (AP)3.262,93343,099,5 vezes112,79635
3. Neoenergia Coelba (BA)3.199,23391,348,2 vezes107,845.743
4. Energisa Acre (AC)3.025,23269,3311,2 vezes107,69728
5. Equatorial Pará (PA)3.021,15420,797,2 vezes100,123.510
6. Equatorial Maranhão (MA)2.865,30431,196,6 vezes92,152.722
7. Equatorial Piauí (PI)2.756,88421,916,5 vezes88,821.858
8. Energisa Tocantins (TO)2.576,89428,586,0 vezes80,42747
9. Enel Rio (RJ)2.546,98534,424,8 vezes75,544.614
10. Energisa Minas Rio (MG)2.498,51499,865,0 vezes73,47476
11. Neoenergia Cosern (RN)2.495,22399,766,2 vezes77,922.833
12. Cemig (MG)2.387,18480,775,0 vezes71,1312.117
13. Energisa Mato Grosso do Sul (MS)2.381,51485,044,9 vezes70,522.316
14. RGE (RS)2.381,47496,504,8 vezes68,928.973
15. Energisa Mato Grosso (MT)2.297,18450,405,1 vezes67,623.367
16. Equatorial Alagoas (AL)2.258,33364,306,2 vezes70,112.070
17. Neoenergia Elektro (SP)2.203,94482,584,6 vezes63,104.880
18. CPFL Santa Cruz (SP)2.198,35395,345,6 vezes68,391.475
19. Energisa Sergipe (SE)2.181,89387,215,6 vezes65,71943
20. CEEE Equatorial (RS)2.173,76473,574,6 vezes62,333.550
21. Equatorial Goiás (GO)2.141,05453,484,7 vezes62,118.399
22. Copel (PR)1.938,94442,344,4 vezes54,1310.018
23. EDP Espírito Santo (ES)1.924,42503,243,8 vezes50,384.815
24. Energisa Sul-Sudeste (SP)1.873,88451,154,2 vezes50,821.672
25. EDP São Paulo (SP)1.814,66451,284,0 vezes48,653.278
26. CPFL Paulista (SP)1.783,45436,984,1 vezes48,9012.511
27. Energisa Paraíba (PB)1.718,09371,894,6 vezes47,912.011
28. Celesc (SC)1.716,35500,273,4 vezes41,839.652
29. Light (RJ)1.613,74500,383,2 vezes39,704.227
30. Neoenergia Pernambuco (PE)1.565,76378,864,1 vezes41,555.435
31. Neoenergia Brasília (DF)1.529,77545,372,8 vezes31,272.091
32. Enel Ceará (CE)1.505,04330,904,5 vezes41,658.552
33. CPFL Piratininga (SP)1.457,35451,763,2 vezes33,544.898
34. Enel São Paulo (SP)1.404,83452,503,1 vezes31,759.967

Tarifas de aplicação homologadas pela ANEEL para o subgrupo A4, lidas nos dados abertos da agência em 02/10/2026. Valores sem tributos (PIS/Cofins e ICMS) e sem bandeira tarifária. "Unidades A4" é o número de unidades do subgrupo A4 no mercado cativo na base do Energy BRAIN.

Por que a ponta pesa tanto na tarifa Verde

No Grupo A, o custo de usar a rede no horário de ponta é cobrado de dois jeitos. Na modalidade Azul ele entra na demanda de ponta, em reais por kW contratado. Na Verde não existe demanda de ponta: o mesmo custo vai para a TUSD da energia consumida na ponta, em reais por MWh. Por isso o MWh de ponta da Verde custa de 2,8 vezes (Neoenergia Brasília) a 13,5 vezes (Energisa Rondônia) o de fora de ponta.

As duas modalidades empatam quando a unidade consome, por mês, de 41,1 a 41,4 horas na ponta para cada kW de demanda de ponta. O número é quase o mesmo nas 34 distribuidoras, porque a ANEEL deriva a TUSD de ponta da Verde da demanda de ponta da Azul. Abaixo desse uso a Verde sai mais barata, acima a Azul.

Um mês tem cerca de 63 horas de ponta (3 horas em 21 dias úteis), então o empate equivale a usar nesse horário cerca de 65% da demanda de ponta. Quem reduz a carga nesse horário fica longe do empate e paga menos na Verde. Quem opera a plena carga na ponta costuma pagar menos na Azul.

O que muda para a bateria

Na modalidade Verde, cada MWh que a bateria tira da ponta e repõe fora dela vale a diferença entre os dois preços. Essa diferença vai de R$ 952,33 por MWh (Enel São Paulo) a R$ 3.055,27 por MWh (Energisa Rondônia), antes das perdas da bateria e sem tributos. Entre os dois extremos, a mesma bateria com o mesmo uso desloca um valor 3,2 vezes maior.

É por isso que a viabilidade de um BESS de deslocamento de consumo muda tanto de uma área de concessão para outra, e que o mesmo projeto precisa ser recalculado quando o cliente está em outra distribuidora.

Na modalidade Azul a conta é outra. A diferença de energia entre ponta e fora de ponta é pequena, e o ganho da bateria vem da demanda de ponta que deixa de ser contratada. O estudo precisa testar as duas modalidades com a curva de consumo da unidade, porque a bateria pode mudar qual delas é a mais barata.

Como o levantamento foi feito

A fonte é o conjunto "Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica", dos dados abertos da ANEEL (dadosabertos.aneel.gov.br), lido em 02/10/2026. O recorte é o subgrupo A4 (de 2,3 kV a 25 kV), tarifa de aplicação do consumidor cativo, na vigência mais recente de cada distribuidora. A coluna de ponta soma a TUSD e a TE da modalidade Verde.

Os valores são os homologados pela ANEEL, sem PIS/Cofins, sem ICMS e sem bandeira tarifária. A fatura real é maior.

Entraram as distribuidoras com 400 unidades A4 ou mais no mercado cativo na base do Energy BRAIN. As de menor porte, entre elas as cooperativas, ficaram de fora, e também Amazonas Energia e Roraima Energia, que a base não cobre.

A tarifa muda no reajuste anual de cada distribuidora e pode mudar também fora dessa data. Equatorial Goiás, EDP São Paulo, Neoenergia Brasília e CPFL Piratininga têm o ciclo tarifário terminando em outubro de 2026, e os números delas mudam ainda neste mês.

Como o Energy BRAIN usa essa tarifa

O Energy BRAIN carrega a tarifa homologada da distribuidora do cliente e calcula a fatura sobre a curva de consumo hora a hora. Compara 8 cenários tarifários, de cativo e de mercado livre, em 32 combinações com solar e BESS, e entrega payback, TIR, VPL, LCOE e LCOS do cenário escolhido, com a proposta na marca do integrador.

Continue lendo

  • Peak shaving: corte da demanda de ponta
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Perguntas frequentes: Tarifa de ponta do Grupo A por distribuidora

Qual distribuidora tem a tarifa de ponta mais cara do Grupo A?

Entre as 34 distribuidoras do levantamento, a Energisa Rondônia: R$ 3.300,42 por MWh na modalidade Verde, sem tributos, em outubro de 2026. Entre as áreas com mais de 5.000 unidades, a Neoenergia Coelba, com R$ 3.199,23 por MWh.

Quanto a energia na ponta custa a mais que fora de ponta?

Na modalidade Verde do subgrupo A4, de 2,8 a 13,5 vezes, conforme a distribuidora. Na média ponderada pelas unidades, a ponta custa R$ 2.073,44 por MWh e o fora de ponta R$ 445,49, 4,7 vezes.

Quando a tarifa Azul compensa mais que a Verde?

Quando a unidade consome na ponta, por mês, mais do que o ponto de empate, que vai de 41,1 a 41,4 horas para cada kW de demanda de ponta, conforme a distribuidora. Como o mês tem cerca de 63 horas de ponta, isso equivale a usar nesse horário cerca de 65% da demanda contratada para ele. Abaixo disso a Verde sai mais barata.

Os valores do ranking incluem impostos e bandeira?

Não. São as tarifas de aplicação homologadas pela ANEEL, sem PIS/Cofins, sem ICMS e sem bandeira tarifária. A fatura da unidade soma esses itens.

Calcule a ponta do seu cliente no Energy BRAIN

O estudo usa a tarifa homologada da distribuidora e a curva de consumo da unidade, nas modalidades Azul e Verde, com solar e bateria.

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